Poesía,  Poesía Edad Media

Lírica galaico portuguesa

LÍRICA GALAICO-PORTUGUESA

 

Rey Don Denis

Levantou-s’a velida,

levantou-s’alva,

e vai lavar camisas

eno alto,

vai-las lavar alva.

 

Levantou-s’a louçana,

levantou-s’alva,

e vai lavar delgadas

eno alto,

vai-las lavar alva.

 

[E] vai lavar camisas;

levantou-s’alva,

o vento lhas desvia

eno alto,

vai-las lavar alva.

 

E vai lavar delgadas;

levantou-s’alva,

o vento lhas levava

eno alto,

vai-las lavar alva.

 

O vento lhas desvia;

levantou-s’alva,

meteu-s'[a] alva em ira

eno alto,

vai-las lavar alva.

 

O vento lhas levava;

levantou-s’alva,

meteu-s'[a] alva em sanha

eno alto,

vai-las lavar alva.

 

Vídeo aquí. https://youtu.be/gbx9_-f05ec

 

João Zorro

 

Per ribeira do rio

vi remar o navio

e sabor hei da ribeira.

 

Per ribeira do alto

vi remar o barco

e sabor hei da ribeira.

 

Vi remar o navio,

i vai o meu amigo

e sabor hei da ribeira.

 

Vi remar o barco,

i vai o meu amado

e sabor hei da ribeira.

 

I vai o meu amigo,

quer-me levar consigo

e sabor hei da ribeira.

 

I vai o meu amado,

quer-me levar de grado

e sabor hei da ribeira.

 

       Procedente de http://cantigas.fcsh.unl.pt/cantiga.asp?cdcant=1176&pv=sim

 

 

Pero Meogo

 

Enas verdes ervas

vi andá’las cervas,

meu amigo.

 

Enos verdes prados

vi os cervos bravos,

meu amigo.

 

E com sabor delas

lavei mias garcetas,

meu amigo.

 

E com sabor delos

lavei meus cabelos,

meu amigo.

 

Des que los lavei

d’ouro los liei,

meu amigo.

 

Des que las lavara,

d’ouro las liara,

meu amigo.

 

D’ouro los liei

e vos asperei,

meu amigo.

 

D’ouro las liara

e vos asperava,

meu amigo.

 

 

http://cantigas.fcsh.unl.pt/cantiga.asp?cdcant=1218&pv=sim

 

Meendinho

 

Sedia-mi eu na ermida de San Simion

e cercaram-mi as ondas, que grandes son;

¡eu atendendo o meu amigo,

eu atendendo o meu amigo!

 

Estando na ermida, ante o altar,

(e) cercaron-mi as ondas grandes do mar;

¡eu atendendo o meu amigo,

eu atendendo o meu amigo!

 

E cercaron-mi as ondas, que grandes son;

non ei (i) barqueiro nen remador;

¡eu atendendo o meu amigo,

eu atendendo o meu amigo!

 

E cercaron-mi as ondas grandes do mar;

non ei (i) barqueiro, nen sei sei remar;

¡eu atendendo o meu amigo,

eu atendendo o meu amigo!

 

Non ei (i) barqueiro nen remador;

morrerei, fremosa, no mar maior;

¡eu atendendo o meu amigo,

eu atendendo o meu amigo!

 

Non ei (i) barqueiro, nen sei remar;

morrerei fremosa no alto mar;

¡eu atendendo o meu amigo,

eu atendendo o meu amigo!

 

Cancioneiro da Vaticana : 438 e Cancioneiro da Biblioteca Nacional : 852.

 

https://gl.wikisource.org/wiki/Sediame_eu_na_ermida_de_San_Simon_

 

 

Martin Codax

 

“Ondas do mar de Vigo,

se vistes meu amigo?

E ai Deus!, se verra cedo?

 

Ondas do mar levado,

se vistes meu amado?

E ai Deus!, se verra cedo?

 

Se vistes meu amigo,

o por que eu sospiro?

E ai Deus!, se verra cedo?

 

Se vistes meu amado,

por que ei gran coidado?

E ai Deus!, se verra cedo?”

 

Traducción

 

(“Olas del mar de Vigo,

¿Visteis a mi amigo?

¡Ay Dios! ¿vendrá pronto?

 

Olas del mar agitado,

¿Visteis a mi amado?

¡Ay Dios! ¿Vendrá pronto?

 

¿Visteis a mi amigo,

aquel por quien yo suspiro?

¡Ay Dios! ¿Vendrá pronto?

 

¿Visteis a mi amado,

quien me tiene tan preocupada?

¡Ay Dios! ¿Vendrá pronto?”)

 

http://www.musicaantigua.com/cantiga-ondas-do-mar-obra-del-trovador-gallego-del-siglo-xiii-martin-codax/

 

 

      

Nuno Fernandes Torneol

 

Levad’, amigo, que dormides as manhanas frias

tôdalas aves do mundo d’amor dizia[m]:

leda m’and’eu.

 

Levad’, amigo que dormide’las frias manhanas

tôdalas aves do mundo d’amor cantavam:

leda m’and’eu.

 

Tôdalas aves do mundo d’amor diziam,

do meu amor e do voss[o] em ment’haviam:

leda m’and’eu.

 

Tôdalas aves do mundo d’amor cantavam,

do meu amor e do voss[o] i enmentavam:

leda m’and’eu.

 

Do meu amor e do voss[o] em ment’haviam

vós lhi tolhestes os ramos em que siíam:

leda m’and’eu.

 

Do meu amor e do voss[o] i enmentavam

vós lhi tolhestes os ramos em que pousavam:

leda m’and’eu.

 

Vós lhi tolhestes os ramos em que siíam

e lhis secastes as fontes em que beviam;

leda m’and’eu.

 

Vós lhi tolhestes os ramos em que pousavam

e lhis secastes as fontes u se banhavam;

leda m’and’eu.

 

       http://cantigas.fcsh.unl.pt/cantiga.asp?cdcant=662&pv=sim

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